sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Lucro dos bancos sobe no 1º semestre

O lucro líquido do sistema financeiro brasileiro no primeiro semestre deste ano somou R$ 25,2 bilhões, com crescimento de R$ 1,5 bilhão sobre os R$ 23,7 bilhões registrados no último semestre do ano passado, informou nesta quinta-feira (23) o Banco Central, por meio do relatório de estabilidade financeira.




"O dinamismo da economia brasileira propiciou ambiente favorável ao desempenho do sistema bancário. Menores despesas com aprovisionamentos, margem de intermediação forte e estável e recuperação das receitas de serviços foram os principais destaques do semestre", informou a autoridade monetária.



Na avaliação do BC, o desempenho dos bancos foi acompanhado pela melhora na qualidade dos resultados, tendo em conta o aumento do resultado da intermediação financeira (com operações de empréstimos), a melhora nos índices de eficiência e a redução da contribuição dos resultados não operacionais.



"O aumento dos volumes transacionados, refletidos pelo aumento da alavancagem de 8,8 para 9,3 vezes, compensou a redução das taxas médias de juros praticadas, evitando a diminuição da rentabilidade que seria consequência natural do processo de redução do spread", informou o Banco Central.



Também foi registrado, de acordo com a instituição, crescimento dos resultados que não dependem dos juros, tais como as receitas de serviços, que atingiram R$ 33 bilhões no primeiro semestre deste ano contra R$ 31,8 bilhões nos últimos seis meses de 2009.



O Banco Central concluiu que, no curto prazo, o sistema bancário tem sido capaz de se manter rentável, independentemente dos ganhos não recorrentes. "No médio prazo (nos próximos anos), entretanto, a tendência de queda dos spreads [que é formado pela margem de lucro, inadimplência e tributos, entre outros] e, as recentes capitalizações e eventuais mudanças na regulação prudencial com objetivo de reduzir a alavancagem [capacidade de empréstimo para gerar mais segurança] podem aumentar a pressão sobre a rentabilidade", avaliou a autoridade monetária.

Fonte: Globo.com